tudo passa por mim mais lento do que posso ver. sem sentido, sem ações, sem palavras. tudo passa por mim de uma forma perniciosa. são passos em movimentos inertes difíceis de seguir. e que sufocam minha mente. agride meu corpo a procura de ar, qualquer abertura basta. os golpes são certeiros, mas a dor inexistente. o ar vaga por fora da realidade, eu o procuro, mas ele vagueia tão lentamente que meu corpo não consegue escoltar. perco o ar, ele se perde de mim. minha mente sufoca e perde qualquer anseio. ele sussurra lamuriante em meus ouvidos. e repete, repete, repete.... todos os seres residentes se agitam, sem ar, formam um alvoroço tão frenético que o tom lamuriento desvanece rudemente e todos se calam. uma barreira foi quebrada, o ar entra. o alvoroço retorna, cada vez maior, se exaltando tanto que tudo desmorona e só restam escombros e um som lamuriante bem distante. alguém restou. sozinho. bem no canto, no escuro, onde só vive um gemido triste e calado. solto, vagueando pelo ar.
"father into your hand ,i commend my spirit
father into your hand ,why have you forsaken me
in your eyes forsaken me
in your thoughts forsaken me
in your heart forsaken me
trust in my self righteous suicide
i cry when angels deserve to die"
soad
Intenso e por momentos, verdadeiro!
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