19/11/2010

Uma declaração pública de amor.

                 Tenho essa forte ideia de que sou a última pessoa do mundo que pode falar de amor. Eu não o entendo e também não entendo quem o trata como algo vital. Não to falando que não amo, amo sim, e muito, mas isso não é tão importante assim. Até porque, na verdade, não tenho nem certeza se isso é mesmo o tão aclamado amor, ou se sequer possui qualquer razão de o ser. Querer estar com alguém, aquela vontade louca de TER que ver a pessoa, de ligar e procurar o tempo todo, não me entra na cabeça. Já fiz isso, já senti isso, claro, mas olhando pra trás, tudo isso perdeu o sentido. Todo e qualquer significado do amor, pra mim, hoje é outro. Quando me dizem que me amam, eu duvido, seriamente, duvido com todas as minhas forças, duvido ainda mais quando me exigem que fique apenas com essa pessoa. Não, não entendo, se você me ama, não vai me proibir de fazer qualquer coisa que seja.
Eu não acredito em fidelidade (não aquela que todos prezam em um relacionamento amoroso) e ponto. Essa coisa de matrimonio, de sagrado, de ficar pra sempre com uma uma única pessoa é um tanto idiota. Não que você não possa ficar com alguém pra sempre, pode, eu poderia também, se assim quisesse. Mas não quero. As vezes acho que quero não querer mais do que não quero. Mas mesmo assim, sendo o que sinto, é o que é real pra mim.
                    Mais duvido porque acredito, mas pra mim, tem que ser assim, do meu jeito. Sim, sou egocêntrica, teimosa e arrogante. Não vou deixar de ser assim porque alguém disse que é errado. Não é. Nada é. Assim como não é errado sair com alguém que não seja seu marido/namorado/noivo/rolo/ficante. Se é o que você deseja, faça. Seja feliz, se liberta. Não precisa se prender a convenções deturpadas da sociedade. Quanto mais você exigir exclusividade, menos vai ter. Te garanto isso. Mas enfim, cada um faz e é o que bem entende.
                     Quando ama, basta. Tem certeza? Pra mim não basta, mas não quero nunca estar satisfeita, não gosto de me acomodar, quando isso acontece, só da merda. Sem exagero, da muita merda, porque quanto mais controle há em mim, mais me descontrolo. Se não deixar as coisas fluírem naturalmente, você acaba tropeçando feio. Por isso os relacionamentos não dão certo. Você quer controlar o incontrolável. é ai que eu digo: relaaaaaaaaaaxa, filho, nada é tão importante quanto parece. NADA é importante. O amor não é importante. Amar é. E não é necessário toda essa firula social pra poder amar alguém. Eu amo, e não só uma pessoa, amo várias, de diversas formas, e casaria com (deixa eu contar) 3, se fosse possível.
Numa conversa com um desses amores, ouvi que não era confiável pra namorar (né, thiago?), mas eu discordo completamente. Eu sou extremamente confiável, porque se você me conhece (e tem que conhecer pra amar) sabe exatamente o que farei. Não sou assim tão imprevisivel quanto parece, muito pelo contrario. Quando você pensa no que é certo fazer, farei o oposto. Mas não por rebeldia, por maldade ou filha da putice, mas porque é assim que eu funciono. No sigo suas regras, mas você tem que seguir as minhas. E tenho certeza que as minha são bem mais interessantes e coerentes. Tudo isso se resume a uma única afirmação: ninguém é dono de ninguém, e todos somos diferentes. Quando aceitamos as diferenças e respeitamos os desejos do outro, tudo fica muito bem. E se você vier me dizer que isso não da certo, que dura pouco, não diga. Pois não quero argumentar tudo de novo. Se não fui clara, não me importa, o importante é que esses meus amores entendam. E eu amo tanto a ponto de não ficar com quem quer ficar comigo. As vezes, essa minha realidade fora da tua acaba sendo mais tortura... Mas se você gosta de uma tortura básica, vamo nessa!
Gosto de diferentes pontos de vista, só não gosto daqueles que você nem ninguém acredita realmente.      Falso moralismo....

         Acho que ja deu, perdi completamente a linha de raciocínio. Mas é tipo isso ai, saca?

ps: te amo, bastante. ;)

3 comentários:

  1. Fidelidade é algo que não existe mesmo. Fidelidade é para cães e cavalos ou é muleta para falsos moralistas. Humanos podem, e devem, ser leais. Lealdade é algo muito mais complexo que fidelidade, envolve valores pessoais e é algo unilateral. Ou seja, não se é leal por determinação cultural ou social, apenas se é por sê-lo, por ter nascido assim ou por se sentir recompensado por isso. Lealdade é sincera, fidelidade não. Mas, corações mais jovens são naturalmente mais impulsivos e a sua declaração de amor/desabafo está bonita!

    bjo

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  2. exatamente isso. (e meu coracao tem mais idade do que parece)

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