18/12/2010

Em 19 de agosto de 2004. E hoje.

A noite cai lenta por trás da janela rasgada
Onde , pendurados estão os retalhos de uma veste suja
A janela quase nua abre espaço a retomada
Que diz a escuridão para que surja
No escuro, sonhos vão fugindo camuflados
Onde medo, ganância e luxúria
Numa única peça vão sendo tecidos
Em passados e futuros e presentes.
É que na luxúria vivem prazeres
Escondidos por vergonha e renascidos
Sonhados mil vezes e mil vezes esquecidos
É que na noite a realidade vira pesadelo
Ferido, ardido e aflito
Tantos medos revividos e tantos , partidos.
É que na noite os amores não doem
São vivos, são amantes
São tantos amando e poucos insones  

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